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Largar o emprego e começar um negócio?

Saiba os principais passos para planejar uma transição de empregado a empreendedor

Muitas vezes, o dinheiro não é o único motivador. Fazer algo que traga prazer e satisfação vale mais e compensa o risco. Empreender envolve muitos desafios e incertezas. O empreendedor é movido pela paixão, pela vontade de fazer acontecer. Não ter medo de se arriscar e ser persistente são características do perfil empreendedor, ensina Paula Esteban, professora do Ibmec/RJ.


Antes de arriscar, é importante avaliar se a sua ideia de negócio é viável e tem potencial. Fazer um protótipo para que possa receber feedback de potenciais clientes e, então, elaborar as adaptações necessárias é recomendável. A análise de viabilidade econômica e financeira é crucial para que se tenha uma visão clara e se possa delinear os riscos e oportunidades do negócio.
Confira as dicas de Paula e Cynthia para quem pensa em largar o emprego e empreender neste ano.

1. Converse com a família
Quem tem filhos e muitas contas a pagar como um financiamento da casa precisa avaliar com cuidado esta mudança de carreira. “A família deve ser envolvida no processo de decisão, já que o apoio pode ser importante, tanto em situações em que é necessário cortar gastos em casa quanto nos momentos nos quais o empreendedor precisa abrir mão do tempo livre para se dedicar mais ao negócio”, diz Paula.

2. Planeje-se financeiramente
O segundo passo é fazer um planejamento financeiro. Decida quanto está disposto a ganhar para poder largar o emprego. “Qual o montante que você considera relevante não só pra investir, mas que te dá um folego financeiro até o negócio começar a girar”, questiona Cynthia.
Avalie o quanto está disposto a abrir mão em relação ao seu padrão de vida, por exemplo, para desenvolver o negócio. “O empreendedor precisará de recursos financeiros não só para investir no novo negócio, mas inicialmente o negócio poderá não gerar lucro suficiente para manter o padrão que se tinha quando era empregado”, explica Paula. Ter uma poupança para ficar tranquilo por um período resolve parte das incertezas de começar a empreender.

3. Tenha objetivos e metas
Tanto para o negócio quanto para as despesas pessoais é preciso ter metas e objetivos para avaliar quando é hora de fazer mudanças. “É preciso estabelecer metas ou o medo vai te paralisando”, diz Cynthia.

4. Não espere o momento certo
Esperar o momento certo é um erro comum. Muitos empreendedores condicionam o início do negócio a capital. Outros esperam uma luz divina para saber que é hora de começar. “Não tem momento certo e muitas pessoas fazem essa pergunta. É muito pessoal e você mesmo vai ter que responder. Não é o dinheiro que vai fazer se sentir preparado é o desejo. E o risco e o medo são inerentes. Para alguns paralisa, para outros é combustível”, define Cynthia.
Avalie seu momento de carreira e de vida, faça uma poupança e estruture o que será preciso para iniciar o negócio. “O empreendedor tem que ter consciência de que a sua presença é fundamental para liderar e motivar a equipe”, diz Paula.

5. Tenha mentores
Também para aliviar a tensão é importante procurar mentores. “Pessoas mais experientes, que já passaram por desafios similares, ou que tenham vivências em negócios, podem auxiliar em momentos de dúvida, na tomada de decisão, ou até mesmo para trocar ideias sobre o melhor caminho a seguir”, diz Paula. Deixar a timidez de lado e abordar pessoas com este perfil pode trazer mais segurança.

6. Comece!
Não esperar o momento certo também indica, de certa maneira, começar. Manter o emprego e o negócio em paralelo ajuda a ir criando mais confiança para decidir por um dos dois. “Em muitos casos é possível conciliar o início do empreendimento com o trabalho atual, porém isso deve ser feito de forma consciente, transparente e planejada para não prejudicar a posição atual”, diz Paula.

Vale continuar mais um tempo no trabalho atual e fazer uma poupança para só depois sair e se dedicar ao novo empreendimento. “Um ponto é realizar todas as atividades iniciais para estruturar o negócio enquanto ainda estiver no emprego. Escolher o sócio, fazer pesquisa de mercado, estabelecer parcerias, fazer planejamento financeiro, elaborar o plano de negócios, testar o produto ou serviço e instalar a operação inicial são exemplos de atividades que já podem ser feitas”, indica Paula.


Fonte: Revista Exame 
Imagem: Google 








Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas
Consultora de Carreira e Criadora do site Karreira.com 






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