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Internet torna o funcionário mais proativo



Desde que passaram a fazer parte da rotina das pessoas, as redes sociais têm sido o pivô de uma queda de braço entre empregados e empregadores. Há quem defenda que as páginas ajudam a manter os funcionários sempre informados. Do outro lado, estão os que acreditam que o livre acesso aos sites não se justifica, uma vez que, na maioria das vezes, o conteúdo delas não se relaciona com o tema do trabalho e pode tirar o foco do que realmente importa. Contudo, duas pesquisas feitas pela Universidade Nacional de Cingapura — e apresentadas em forma de relatório em agosto deste ano na conferência anual da Academy of Management — podem colocar um fim à discussão. Segundo os estudiosos, o time dos conectados poderá tornar-se ainda mais produtivo que o dos colegas avessos às interações virtuais. 

De acordo com o trabalho, feito pelos pesquisadores Don Chem e Vivien Lim, usar a internet entre uma tarefa e outra funciona como um descanso mental para o funcionário. Além de relaxar um pouco, as visitinhas aos sites também podem contribuir para — pasmem — aumentar o foco e a concentração dos empregados. Para os chefes que ainda não consideram as redes sociais uma boa ideia, uma má notícia: segundo os estudiosos, o monitoramento excessivo só faz com que as pessoas usem mais as redes sociais. Isso acontece porque os funcionários passam a ver tais políticas como uma forma de desconfiança da empresa para com eles. No relatório, Chem e Lim destacam que, em vez de se tentar bloquear o acesso, “deveria ser permitida uma quantidade limitada do uso da internet, uma vez que tem impacto salutar sobre a produtividade dos funcionários”. 

Porém, o simples ato de manter-se conectado o tempo inteiro não é sinônimo de produtividade. Utilizado em praticamente todos os escritórios, empresas, repartições e mais uma infinidade de locais de trabalho, o e-mail pode atrapalhar mais do que se imagina. Segundo a pesquisa, e-mails pessoais “colocam os funcionários em um duplo vínculo”, uma vez que a necessidade de responder à mensagem impede que os funcionários mantenham um “engajamento psicológico, afetando sua capacidade de concentração”. Além disso, quando responderem aos e-mails, as pessoas experimentam o “esgotamento de recursos, efeitos negativos e interrupção do fluxo de trabalho”. 

Karla ApratoEspecialista em Gestão Estratégica de Pessoas




Fonte: Correio Braziliense





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